Ontem à noite, durante o intervalo do jogo entre Fluminense e Boca Juniors, enquanto a Band mostrava os comerciais do Jogão do Curintiã pra cima do gatinho da ilha [desculpa, pri], o cantor Lulu Santos foi entrevistado por um repórter da Globo. Para se definir como um torcedor difrente da massa, o cantor soltou a pérola acima. Sério que tentei, mas não entendi. E você? Depois dessa, é só por hoje, vou tomar uma xícara do chá abaixo e, como diz o Zé Simão, hoje só amanhã.
Uma das maiores discussões entre editores, revisores, diagramadores e todos os outros profissionais envolvidos no processo editorial diz respeito aos valores pagos. Já ouvi gente dizendo que, se recebe tanto, faz um serviço x; mas, se receber só tanto, faz um serviço -x. Sei de uma coisa, toda pessoa que me disse isso nunca mais pegou um serviço por indicação minha. Abaixo, uma reflexão do meu amigo Pablo sobre o tema.
O Tradutor Profissional pergunta se vale a pena trabalhar direito, mesmo recebendo pouco. Ele lembra a história daquele cozinheiro de restaurante que, por ser mal pago, cuspia na comida. (…) O infeliz que comia no restaurante, coitado (…), comia comida com cuspe. E quem come a nossa comida não é nem a agência nem o cliente da agência, mas sim o leitor.
Faço minhas suas palavras. Não somos obrigados a consentir com o valor e o prazo do cliente. Não precisamos sequer aceitar o trabalho que nos oferece. Já que decidi revisar, que faça bem-feito e entregue em dia.
Quando alguém contrata um revisor, está interessado em qualidade. Revisar com excelência é questão de respeito (ao cliente, ao leitor, ao colega de profissão). Se isso não fosse motivo suficiente para caprichar: não há melhor forma de divulgar seu trabalho que revisar com perfeição.